13 janeiro 2006

Limpeza étnica e sobrevivência do estado israelita

Imagine que, para instalarem electricidade na sua casa, lhe exigiam cinco vezes o salário anual médio nacional. O mais provável era que se mudasse para outro local. É precisamente aquilo que acontece a muitas famílias palestinianas que vivem perto de Jerusalém, naquilo que configura uma manobra perversa, mas eficaz, de limpeza étnica.
É também uma forma de permitir a expansão de dois colonatos judaicos nas cercanias da cidade santa.
E, para quem ainda fala de Sharon como o homem da paz, nada como ler este artigo, em que se demonstra claramente que a retirada militar de Gaza, bem como a possível retirada de algumas zonas da Cisjordânia, resulta simplesmente da constatação do desequilíbrio demográfico tendencialmente crescente entre a população de origem árabe e a população judaica. Retirada essa consolidada com a construção do ignóbil muro, que em algumas zonas chega a cercar populações árabes de várias dezenas de milhar de pessoas em benefício de colonatos com algumas dezenas de residentes judeus.

2 Comments:

Blogger Paulo Cunha Porto said...

Achas realmente que a diferença de preços entre o custo da electricidade e o salário das pessoas é uma modalidade de limpeza étnica? O fornecimento dela ainda poderia sê-lo, se usado racialmente para activar certas cadeiras... agora assim, só posso considerar a qualificação uma grande figura de estilo, de um enorme Escritor.
De quem muito me honra ser amigo.

13 janeiro, 2006 18:30  
Blogger Rodrigo Nunes said...

É uma forma de deslocação étnica :)...Onde anda o Buiça?? Calhando assim que soube do infortúnio de Sharon fez as malas e abalou para Israel em solidariedade para com o povo judeu...

13 janeiro, 2006 18:55  

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